{"id":733,"date":"2022-06-20T09:17:58","date_gmt":"2022-06-20T12:17:58","guid":{"rendered":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/?post_type=tnc_col_443_item&#038;p=733"},"modified":"2022-06-24T15:11:51","modified_gmt":"2022-06-24T18:11:51","slug":"01-paisagens-cosmicas-da-terra-ao-big-bang","status":"publish","type":"tnc_col_443_item","link":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/paisagens-cosmicas\/01-paisagens-cosmicas-da-terra-ao-big-bang\/","title":{"rendered":"01. Paisagens c\u00f3smicas \/ da Terra ao Big Bang"},"content":{"rendered":"<p>Em 1609, Galileu apontou seu telesc\u00f3pio para a Lua e enxergou claramente suas crateras e montanhas. Com o aperfei\u00e7oamento do telesc\u00f3pio, fronteiras cada vez mais distantes foram se abrindo: novos planetas, aglomerados de estrelas, gal\u00e1xias e aglomerados de gal\u00e1xias e a cortina de luz gerada pelo Big Bang. O uso de detectores permitiu a capta\u00e7\u00e3o de imagens invis\u00edveis ao olho humano, como os raios X, infravermelho e ondas de r\u00e1dio. Elas revelaram condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas desde temperaturas extremamente altas at\u00e9 quase o zero absoluto, astros com densidades maiores que a do n\u00facleo at\u00f4mico ou at\u00e9 o v\u00e1cuo quase absoluto.<br \/>\nO telesc\u00f3pio permitiu acessar esses verdadeiros laborat\u00f3rios de F\u00edsica que jamais poderemos replicar na Terra. Por meio dele descobrimos a origem dos \u00e1tomos, da \u00e1gua, de mol\u00e9culas org\u00e2nicas e esperamos, em breve, encontrar sinais de vida. Nos demos conta de que temos uma grande intimidade com os astros. Em contrapartida, descobrimos recentemente que a mat\u00e9ria e a energia que formam os planetas, estrelas e gal\u00e1xias somam apenas 4% do universo. Em sua maior parte, ele \u00e9 constitu\u00eddo por um tipo de mat\u00e9ria (\u201cmat\u00e9ria escura\u201d) e um tipo de energia (\u201cenergia escura\u201d) das quais temos apenas indica\u00e7\u00f5es indiretas. Quanto mais longe um astro est\u00e1, mais tempo sua luz demora para chegar at\u00e9 n\u00f3s. Assim, quanto mais longe penetramos no espa\u00e7o, mais fundo enxergamos o passado. O telesc\u00f3pio nos permite observar as diversas etapas evolutivas do universo, at\u00e9 quase sua origem, tornando-o um objeto n\u00e3o de tr\u00eas, mas de quatro dimens\u00f5es (tr\u00eas de espa\u00e7o e uma de tempo). Portanto, tudo o que vemos j\u00e1 aconteceu!<br \/>\nAtualmente, as revolu\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas se d\u00e3o em escalas de d\u00e9cadas e tudo indica que v\u00e3o continuar se acelerando. Nossa explora\u00e7\u00e3o do universo est\u00e1 apenas no come\u00e7o. Por isso \u00e9 fundamental manter a escurid\u00e3o do c\u00e9u noturno, combatendo a polui\u00e7\u00e3o luminosa. Evitar o desperd\u00edcio de energia luminosa \u00e9 a receita para preservar esse patrim\u00f4nio da humanidade.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":814,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_443_item\/733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_443_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_443_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_443_item\/733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":789,"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_443_item\/733\/revisions\/789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervo.rotas.ufg.br\/planetario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}